Resenha: O Exorcista – William Peter Blatty

71RpvDjl2jL._SL1047_
Título: O Exorcista
Autor: William Peter Blatty
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 330

Sinopse: Chris é uma atriz famosa e bem sucedida que mora com a filha Reagan de 11 anos e seus empregados, aos poucos ela vai percebendo que o comportamento de Reagan está mudando e busca ajuda médica, é apenas o inicio de uma situação crítica que envolve crenças, religião e ciência.


No início do livro percebemos o bom relacionamento que a atriz tem com a filha, ambas estão sempre juntas e vemos o esforço que a mãe faz para manter Reagan feliz no dia a dia, a menina é meiga e carinhosa e não possui problema algum de saúde.

Reagan começa a se interessar por uma tábua de ouija que encontra no sótão e faz um amigo imaginário, o “capitão howdy” mas a mãe da menina não se preocupa pois não acredita em nada, é ateia.

Aos poucos, Reagan vai desenvolvendo um comportamento estranho e algumas coisas começam a acontecer em sua casa, a cama começa a balançar sozinha, os moveis mudam de lugar e a menina aos poucos vai ficando mal criada e ranzinza.

Chris começa a procurar a ajuda de médicos, muitos dizem que pode ser epilepsia, esquizofrenia ou até um comportamento psicológico de dupla personalidade, mas quando as coisas começam a ficar críticas, a mãe procura pelo padre Karras e implora para que ocorra um exorcismo.


Um dos melhores filmes de terror de todos os tempos saiu desse livro, o próprio autor também escreveu o roteiro.
A obra é bem fiel ao livro PORÉM tem suas diferenças e eu amei isso, já já vocês vão saber.

O livro é muito bem escrito e os personagens bem desenvolvidos, o padre Karras é incrivelmente real e eu posso dizer que ele vai representar muito bem os sentimentos de um ser humano justamente por ter dúvidas, falhas e até a falta de fé mesmo sendo um padre.

Todas as cenas famosas do filme estão no livro e a experiência de leitura com detalhes é emocionante, até porque no livro você acompanha os pensamentos de cada um.

Diferente da obra cinematográfica, o livro aborda dois caminhos e questiona o tempo inteiro se a menina estava realmente possuída por um demônio ou se era tudo um grande problema psicológico, tudo explicado detalhadamente em termos científicos, e para isso nada melhor do que um padre formado em psiquiatria que durante os anos perdeu sua fé e não acredita que Reagan esteja possuída.

O que é bem interessante é que mesmo sendo ateia, a mãe da menina acredita que ela de fato esteja possuída.

O que mais me agradou na leitura foi a pulga atrás da orelha que o autor te coloca até o fim e não pense que terá uma resposta definitiva, pois fica bem aberto para que o leitor tire suas próprias conclusões.

O Exorcista não é só uma obra de terror, mas também um grande embate entre ciência e religião, relações humanas e como cada um aplica suas crenças em situações de horror, o padre Merrin que ajudou Karras no exorcismo foi um personagem essencial para que eu decidisse no que acreditar, as falas dele foram bem esclarecedoras para mim.

Qual conclusão eu tirei? não sei ao certo, por muitas vezes eu realmente achei que era algo mental, por outras, que ela estava realmente possuída, vai do leitor e sem dúvidas eu indico essa leitura incrível, intensa e bem TENSA.

“No ato de esquecer, eles tentavam se lembrar”

5/5

5/5

postpor

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s