Resenha: Mosquitolândia – David Arnold

page_1Título: Mosquitolândia
Autor: David Arnold
Editora: Intrínseca
Páginas: 352

Sinopse: Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Mississippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demônios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. – Via Skoob


Mosquitolândia é narrado em primeira pessoa pela protagonista Mim, uma garota que vem tentando superar algum tipo de problema psicológico. Ela vai contando coisas que aconteceram na sua vida no passado para explicar o que está acontecendo no presente. Ao mesmo tempo ela escreve cartas para explicar os motivos para ela fugir da casa de seu pai e ir em busca da mãe que está com alguma doença que Mim não sabe qual é.

A mãe de Mim está em Cleveland e ela parte em uma viagem de mais de mil quilômetros para chegar até ela e acaba encontrando pessoas que vão mudar sua vida ~inserir voz do narrador da Sessão da Tarde~. Entre essas pessoas estão uma senhora indo ao reencontro da família, um menino que se torna um amigo instantaneamente e um mozão. Esses personagens têm histórias paralelas e acabam se tornando tão interessantes quanto a protagonista.

“Abra os olhos e encare o mundo sem medo.”

Beck é um mozão em todos os sentidos e sempre aparece do nada para ajudar, amei o personagem e a relação dele com a Mim, mas queria que o passado dele fosse um pouco mais explorado, sua história paralela foi resolvida facilmente. Já Walt é aquele personagem que você quer proteger do mundo e deixar ele viver num lugar onde unicórnios existam. Ele é um garoto super fofo, fã dos Cubs, de coisas brilhantes e que tem Síndrome de Dawn, Walt acabou se tornando meu personagem favorito no livro e preciso de um spin off contando a história dele.

Eu amo livros nesse estilo “road trip” e apesar de Mosquitolândia ser um pouquinho mais “leve” do que outros desse gênero, o livro não me desapontou em momento algum. Acabei o livro com a sensação de quero mais e de que aqueles personagens vão ficar um bom tempo na minha memória. É um livro divertido e ao mesmo tempo trata de assuntos sérios. A minha única reclamação é em relação a protagonista que muitas vezes se acha dona de toda a verdade do universo e me irritou um pouco, mas isso faz parte da história então é completamente perdoável.

Vale muito a pena ler e conhecer essa fofura que é o Walt.

“Quando nasceu, você chorou enquanto o mundo se deleitava. Viva a vida de modo que, quando morrer, o mundo chore enquanto você se deleita.”

5/5

5/5

postporrrrr

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