Resenha: Stolen (Raptada) Carta ao meu sequestrador – Lucy Christopher

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Síndrome de Estocolmo é o nome dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida há um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. wikipedia

Gemma é uma adolescente normal esperando para pegar um voo no aeroporto de Bangkok com seus pais. Ao se afastar, conhece o charmoso e envolvente Ty, e nem imagina quais são suas reais intenções… Ele lhe oferece um café em que coloca algum tipo de droga. Confusa, ela é sequestrada e arrastada para o meio do deserto australiano. Ele a rouba para si, depois de anos a observando, e ainda espera que ela o ame. Os dias se passam e eles têm apenas um ao outro na imensidão vazia e escaldante do deserto, e Gemma começa a entender e conhecer Ty. É aí que os limites entre inimizade e compaixão vão ficando cada vez mais tênues…

Sim, eu gosto de livros com temas esquisitos! desde que vi esse livro pela primeira vez, ele entrou rapidamente para a minha lista de leitura, pois se trata de algo bem polêmico e eu gostaria de ver como a autora guiaria uma história tão tensa.

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Gemma tem apenas 16 anos, mas parece ser muito madura para a sua idade, em muitos momentos do livro eu esquecia que ela era tão nova, além disso, é muito intensa com seus sentimentos; ao ser sequestrada ela luta e sempre está tentando escapar das garras de Ty.
Ty, o sequestrador… a princípio a raiva que eu tive dele não tinha fim, como alguém foi capaz de arquitetar um plano tão maligno para sequestrar uma pessoa?

“Sua mão agarrou a minha com força e você me raptou.”

Ao decorrer do livro, aos poucos a autora vai desvendando um pouco mais sobre Ty, o livro é narrado em forma de carta (de Gemma para Ty) depois de tudo o que aconteceu.
Aos poucos fui me simpatizando com o sequestrador, e eu me pergunto se esse era o intuito da autora, até porque o livro é narrado por Gemma e ela desenvolveu a síndrome de Estocolmo.

“Eu queria, e ao mesmo tempo não queria, estar perto de você. Não fazia sentido.”

Um livro intenso e até mesmo poético em algumas partes, me interliguei muito com o local em que eles estavam e a natureza, e derramei lágrimas quando fiquei tão tensa quanto a personagem principal, quando a mesma não tinha certeza se seu sequestrador era uma pessoa boa ou ruim.
A autora fez muito bem em nos confundir assim como confundiu sua personagem, no fim das contas, nem o leitor e nem Gemma sabe se Ty é uma boa pessoa que teve atitudes ruins ou se ele era um verdadeiro canalha e ela só enxergava bondade porque desenvolveu a síndrome.

“Eu sempre alimentara uma pequena esperança de escapar. Mas de repente percebi uma coisa. Aquela paisagem arenosa e infindável… era tudo o que eu tinha…”

Sem sombra de dúvidas, é um ótimo livro e eu recomendo! apenas queria que o final fosse mais esclarecido, mas acredito que foi proposital querer deixar o leitor aflito e curioso.

4/5

4/5

Para finalizar, eu tenho a música perfeita pra esse livro, e foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando comecei a ler:

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